Arte Poética

Surto modernista

Não há uma só gota de sangue
Em cada poema...
Somente o ruído das máquinas
Que gritam o teu nome…

Não há uma só gota de sangue
Em cada poema...
Somente o ruído das máquinas
Que gritam o teu nome…

Não há uma só gota de sangue
Em cada poema…

É a tua voz
A gritar o meu nome
Em horas impróprias...
São as tuas mãos a vagar
Pelo meu corpo

Não há uma só gota de sangue
Em cada poema…

Às vezes...
Fico a noite a te fitar
E em meus pensamentos...
Estou só!
Na solidão a dois...
E a dor que não passa...
É ferida que não sara...